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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Novelas antigas, é o assunto de hoje. Mas antes de tudo, quero avisar que meu filho e a escola nova se entenderam muito bem, ufa!

Voltando às novelas... Sabe de uma coisa? Assisto a algumas novelas, mas sou do tipo que se acontece algo que eu não gosto, paro de acompanhar, rsrs Infantil, mas verdadeiro. Dia 20 desse mês, assisti duas cenas, digamos, encantadoras. Na primeira, a jovem queria saber como era a história da cegonha e do cegonho, isso mesmo! E na segunda, com os mesmos personagens, mostrava o primeiro beijo do casal e como a mocinha ficava surpresa.

Pra variar, comecei a pensar, pensar... Viajei para aquele tempo em que muito não era dito e a inocência era grande. Não para variar fui mais longe e cheguei ao tempo em que não aconteciam várias coisas tão "normais" atualmente. O divórcio por exemplo, hoje é tão comum as pessoas se divorciarem. É uma pena como as coisas mudaram... ou não, visto que muitas pessoas dizem que "antigamente" os divórcios, separações, desquites não aconteciam pois as mulheres eram oprimidas e financeiramente dependentes. Não vou dizer que discordo mas não concordo plenamente, não é possível que todos os casamentos tenham sido arranjados ou forçados. Sei que muitas mulheres sofreram, mas se hoje elas têm liberdade, qual o motivo de muitos casamentos ainda seguirem os moldes "de antigamente" com abusos físicos e psicológicos? A mudança não deveria trazer melhorias?
Sei que é meio polêmico, mas penso que houve uma desvalorização muito grande do casamento. Não como instituição religiosa ou civil e sim como a união de duas pessoas que se amam com o objetivo de construir uma vida juntos. Não é apologia a aceitar tudo do cônjuge para manter o casamento. Porém há necessidade de casar com três meses de namoro ou morar junto assim que se conhece?
Talvez a banalização do sexo tenha facilitado, contudo, na minha humilde opinião, o sexo nunca foi tabu para homens. Eles sempre tiveram a liberdade de ter experiências à vontade. Já as mulheres "direitas" precisavam se guardar para o marido.
Sinceramente, pode parecer clichê algumas das coisas que disse. Vou dizer mais: não foi o meu caso, mas manter a virgindade até o casamento evitaria muitas das decepções que tive. Mais ainda:  pode parecer que falar sobre a banalização do sexo seja indireta para mulheres, sabe aquilo de manter o jugo da opressão? Não é, parece que levar vários homens para a cama é sinal de independência, de viver intensamente. Para mim é diferente. Penso que as mulheres, e incluo a minha pessoa, se desvalorizam dessa forma. Mas não para os homens, para elas mesmas. Parece que cada relacionamento infrutífero, reduz gradativamente nossa auto estima. Em dado momento, nos pegamos imaginando o que deu errado, o porquê. O que poderíamos ter mudado em nós para que desse certo.

Posso bem lá no fundo ser uma romântica incurável. Das que acreditam que todo sapato velho tem uma meia furada. Mas sinto que todo ser humano precisa de alguém. Para dividir, somar, chorar. Ouvir. Falar. Para simplesmente estar. Não consigo acreditar que alguém se sinta plenamente feliz sem ter companhia alguma, apoio, consolo. É como se faltasse algo.

Aí a pergunta que não quer calar: por que os casamentos não duram?
Minha resposta: Egoísmo. Ninguém cede. Cada um olha para o seu umbigo e esquece do outro. Prioriza suas vontades em detrimento do cônjuge. " É ruim que vou deixar de tomar minha cervejinha!"; "Claro que manteremos nosso dia das mulheres!". É sério, não concordo que se abandone os amigos após o casamento. Mas as coisas mudam. Não podemos mais tomar decisões sem consultar o outro, melhor, não devemos! É falta de respeito. E isso vale para homem e mulher.

Maridos: nada de convidar o time de futebol para jantar e avisar em cima da hora!
Mulheres: nada de convidar a família toda para passar o fim de semana sem avisar!

São somente exemplos, mas pode ser sobre qualquer assunto, qualquer questão. Conversem. Ouçam. Invistam. Cedam.

Não sou expert em casamento e já tive relacionamentos fracassados. Eu era outra pessoa. Hoje estou há quatro anos com meu marido e casada há pouco mais de um. Não somos perfeitos, mas fazemos concessões. Ora eu, ora ele. Não é perfeito, mas vem dando certo. Casei para sempre e, independente do que é para ele - creio que também para sempre, rs -, vou me esforçar para que seja. Ainda que precise ser menos egoísta.

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