Hum... Quase três meses sem postar algo, desse jeito será difícil ser uma blogueira famosa. rsrsrs
Bem, hoje o meu pensamento principal é a respeito do primeiro dia de aula do meu filho na nova escola. Não sei se alguém vai se identificar, mas fico louca quando ele está em casa e desesperada quando não está. Meu filho é uma criança bonita, inteligente e esperta. Ele saca coisas que tentamos disfarçar e quando queremos que ele perceba... Zero. Nada. Ele simplesmente não consegue, rsrs É realmente incrível, mas é verdade.
Eu nem planejava falar dele hoje, mas no momento, é o que preenche minha mente.
Sabe, ser mãe ou pai é difícil, se analisarmos a fundo a responsabilidade por um outro ser, talvez até consideraremos desistir. Veja bem: você se tornará responsável por outra vida! Terá que educar, abdicar, gastar, amar... Costumo dizer para o meu marido: Uma mãe normal etc. E digo normal, pois um sem número de seres humanos procria por motivos completamente desconhecidos, melhor incompreensíveis, tais como: meu namorado sonha em ser pai, meu marido quer me deixar, pensão, "acidente"- isso mesmo, com aspas pois hoje em dia é difícil acreditar nisso. Pensando bem me parecem motivos egoístas...
Eu engravidei cedo, tinha 19 anos e me achava madura - como fui idiota!. Sempre quis ser mãe mas só percebi a verdade da maternidade quando meu filho nasceu. Em algum tempo, o pai desapareceu. É certo que ele nunca ajudou realmente, não de forma substancial. Eu havia terminado a escola e percebido que não seria tão fácil fazer faculdade, arrumei um emprego e no meio da minha gravidez a empresa faliu. Sério, faliu. Guardei um dinheirinho para me sustentar enquanto terminava a gravidez e quando meu pequeno príncipe tinha 2 meses consegui um emprego. Dentre várias colocações, trabalhei por quase 8 anos ininterruptos. Tentei fazer faculdade, parei. Casei. E criei/crio meu filho. Hoje estou em casa, digamos que... entre projetos.rsrs
O que percebi?
1 - Que o tempo está passando, no último ano optei por estar em casa com o meu filho-entre projetos-, levá-lo à escola, ir às reuniões, médicos, aturar o mal humor pela manhã.
2 - Ele cresce mais rápido do que consigo acompanhar.
3 - Sou candidata a síndrome do ninho vazio.
4 - Sou ciumenta e quero que ele sempre me ame mais do que qualquer outro ser humano. Mas pode amar a Deus sobre todas as coisas.
5 - Que ele não me deixa mais vê-lo nu, antes desfilava pelado pela sala.
6 - Que eu morro de medo. De tudo. Futuro, presente, dormir, acordar. Morro de medo de ele não ter assimilado o que eu tentei ensinar. De ele não ser o homem de caráter que o eduquei para ser. De não respeitar o outro pelo que é, independente de raça, cor, credo, gênero, opção sexual. De seu coração ser magoado. De que ele seja o responsável por magoar o coração de alguém.
7 - Que é melhor parar de falar dos medos pois a lista é infindável.
8 - Que é bom estar em casa e olhar para ele.
9 - Que meu marido é um bom homem e procura ajudar no que pode - meu filho pode ser difícil, às vezes.
10 - Meu bebê cresceu e às vezes é uma criança irreconhecível.
11 - Ele já tem vergonha de mim. rsrsrs
Tive que incluir o tópico 11. Hoje enquanto falávamos com o professor, ele simplesmente foi para fila e me deu tchau revirando o olho, querendo dizer "Vaza, mãe. 'Tá tudo bem. E nem tenta me beijar." Estou escrevendo e morrendo de rir pois é muito engraçado.
Como digo a meus amigos "Evito contato físico", mas meu filho não está nem aí, me agarra, beija e agora me quer longe. Como as coisas mudam.
Enfim, não fiz uma lista de prós e contras antes de engravidar. E como meu filho já deixou de ser bebê, as gracinhas, palavras erradas, brincadeiras acabaram. Hoje é trabalho duro, lidar com malcriações, respostas inteligentes nos momentos errados, trabalho de casa e planos para o futuro. É difícil, sabe? Mas reconfortante de uma forma inexplicável.
Percebo que alguns pais acham que filhos são sempre cheirinho de talco e leite. Mas não é. O grande lance é encontrar coisas boas quando tudo parecer um caos. Aquele sorriso quando fizer o corte de cabelo escolhido ou comprar a mochila da escola, aquela serenidade que eles mostram no sono, a alegria em ganhar um jogo. É isso!
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