Quase dois anos completos sem postar algo. Uau. Madrugada de dia das mães. Bebê gritando no colo do pai. E a mamãe tentando se encontrar. Tem sido difícil. Estou numa longa e tortuosa estrada em busca do autoconhecimento. Quando parece que alcancei algo, volto à estaca zero.
Sabe, às vezes sinto como se a justiça nunca fosse me alcançar. Somente uma sucessão de problemas e coisas dando errado. Estou num turbilhão. Uma dor de cabeça sem fim. Parei para amamentar. Bebê voltou a chorar.
Estamos continuamente nessa jornada. Nos cobramos, somos cobradas.
Tenho refletido muito sobre o peso de ser mulher nos dias atuais. Beleza, magreza, alimentação saudável, situação financeira estável, formação acadêmica, mãe consciente, esposa sexy e disposta, mulher equilibrada e controlada. Papéis, posturas. Há uma pressão tão grande que às vezes me sinto sufocada. Como se não soubesse nem mesmo quem eu sou.
Nesse momento bate uma saudade. De ter menos responsabilidade, menos compromisso, menos seriedade. De não precisar pensar no que vou fazer para o almoço ou se as crianças estão com suas necessidades supridas. De levantar ou dormir quando quiser. De rir, chorar. Beber, dançar. De caminhar, descansar. Ler, pensar. De decidir baseada em minha própria vontade. De ser. Mais e além. De mim e me conhecer, me reconhecer.
Madu pensa
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sábado, 12 de maio de 2018
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Vi uma postagem esses dias e comecei a pensar... Às vezes parece tão injusta a forma com que o meio influencia em nossas vidas... O local onde crescemos, a escola que frequentamos, nossa família. Todas essas coisas tem um forte impacto no que nos tornamos. Não podemos definir até que ponto nossa personalidade é produto do meio, mas é fato que repetimos muitos comportamentos que presenciamos na infância.
Em nenhum momento quero dizer que se, por exemplo, a família de uma criança não contou com uma mãe presente, o adulto se tornará alguém que não confia nas mulheres ou o contrário se falamos da ausência paterna. Não acredito que ninguém nasça fadado a ser uma pessoa má, mas certamente algumas pessoas só vislumbraram esse lado. Também creio que alguns filhos com ótimas condições financeiras e um próspero futuro, talvez não sigam por esse caminho. Bem como uma criança de origem humilde tem chances reais de se tornar alguém bem sucedido, porém haverá trabalho árduo, frustrações, abdicação...
Acredito que muitas pessoas se deixam levar pelo meio, aceitando o que é imposto e repetindo o comportamento esperado. O que pensam? Não sei. Será que esse indivíduo cresceu acreditando que só poderia ser o que o meio permite?
É muito complexo.
Gosto de acreditar que mudei a minha história. Saí das estatísticas e mudei de vida.
Não sei até que ponto isto é verdade, mas é satisfatório acreditar nisso.
Em nenhum momento quero dizer que se, por exemplo, a família de uma criança não contou com uma mãe presente, o adulto se tornará alguém que não confia nas mulheres ou o contrário se falamos da ausência paterna. Não acredito que ninguém nasça fadado a ser uma pessoa má, mas certamente algumas pessoas só vislumbraram esse lado. Também creio que alguns filhos com ótimas condições financeiras e um próspero futuro, talvez não sigam por esse caminho. Bem como uma criança de origem humilde tem chances reais de se tornar alguém bem sucedido, porém haverá trabalho árduo, frustrações, abdicação...
Acredito que muitas pessoas se deixam levar pelo meio, aceitando o que é imposto e repetindo o comportamento esperado. O que pensam? Não sei. Será que esse indivíduo cresceu acreditando que só poderia ser o que o meio permite?
É muito complexo.
Gosto de acreditar que mudei a minha história. Saí das estatísticas e mudei de vida.
Não sei até que ponto isto é verdade, mas é satisfatório acreditar nisso.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Novelas antigas, é o assunto de hoje. Mas antes de tudo, quero avisar que meu filho e a escola nova se entenderam muito bem, ufa!
Voltando às novelas... Sabe de uma coisa? Assisto a algumas novelas, mas sou do tipo que se acontece algo que eu não gosto, paro de acompanhar, rsrs Infantil, mas verdadeiro. Dia 20 desse mês, assisti duas cenas, digamos, encantadoras. Na primeira, a jovem queria saber como era a história da cegonha e do cegonho, isso mesmo! E na segunda, com os mesmos personagens, mostrava o primeiro beijo do casal e como a mocinha ficava surpresa.
Pra variar, comecei a pensar, pensar... Viajei para aquele tempo em que muito não era dito e a inocência era grande. Não para variar fui mais longe e cheguei ao tempo em que não aconteciam várias coisas tão "normais" atualmente. O divórcio por exemplo, hoje é tão comum as pessoas se divorciarem. É uma pena como as coisas mudaram... ou não, visto que muitas pessoas dizem que "antigamente" os divórcios, separações, desquites não aconteciam pois as mulheres eram oprimidas e financeiramente dependentes. Não vou dizer que discordo mas não concordo plenamente, não é possível que todos os casamentos tenham sido arranjados ou forçados. Sei que muitas mulheres sofreram, mas se hoje elas têm liberdade, qual o motivo de muitos casamentos ainda seguirem os moldes "de antigamente" com abusos físicos e psicológicos? A mudança não deveria trazer melhorias?
Sei que é meio polêmico, mas penso que houve uma desvalorização muito grande do casamento. Não como instituição religiosa ou civil e sim como a união de duas pessoas que se amam com o objetivo de construir uma vida juntos. Não é apologia a aceitar tudo do cônjuge para manter o casamento. Porém há necessidade de casar com três meses de namoro ou morar junto assim que se conhece?
Talvez a banalização do sexo tenha facilitado, contudo, na minha humilde opinião, o sexo nunca foi tabu para homens. Eles sempre tiveram a liberdade de ter experiências à vontade. Já as mulheres "direitas" precisavam se guardar para o marido.
Sinceramente, pode parecer clichê algumas das coisas que disse. Vou dizer mais: não foi o meu caso, mas manter a virgindade até o casamento evitaria muitas das decepções que tive. Mais ainda: pode parecer que falar sobre a banalização do sexo seja indireta para mulheres, sabe aquilo de manter o jugo da opressão? Não é, parece que levar vários homens para a cama é sinal de independência, de viver intensamente. Para mim é diferente. Penso que as mulheres, e incluo a minha pessoa, se desvalorizam dessa forma. Mas não para os homens, para elas mesmas. Parece que cada relacionamento infrutífero, reduz gradativamente nossa auto estima. Em dado momento, nos pegamos imaginando o que deu errado, o porquê. O que poderíamos ter mudado em nós para que desse certo.
Posso bem lá no fundo ser uma romântica incurável. Das que acreditam que todo sapato velho tem uma meia furada. Mas sinto que todo ser humano precisa de alguém. Para dividir, somar, chorar. Ouvir. Falar. Para simplesmente estar. Não consigo acreditar que alguém se sinta plenamente feliz sem ter companhia alguma, apoio, consolo. É como se faltasse algo.
Aí a pergunta que não quer calar: por que os casamentos não duram?
Minha resposta: Egoísmo. Ninguém cede. Cada um olha para o seu umbigo e esquece do outro. Prioriza suas vontades em detrimento do cônjuge. " É ruim que vou deixar de tomar minha cervejinha!"; "Claro que manteremos nosso dia das mulheres!". É sério, não concordo que se abandone os amigos após o casamento. Mas as coisas mudam. Não podemos mais tomar decisões sem consultar o outro, melhor, não devemos! É falta de respeito. E isso vale para homem e mulher.
Maridos: nada de convidar o time de futebol para jantar e avisar em cima da hora!
Mulheres: nada de convidar a família toda para passar o fim de semana sem avisar!
São somente exemplos, mas pode ser sobre qualquer assunto, qualquer questão. Conversem. Ouçam. Invistam. Cedam.
Não sou expert em casamento e já tive relacionamentos fracassados. Eu era outra pessoa. Hoje estou há quatro anos com meu marido e casada há pouco mais de um. Não somos perfeitos, mas fazemos concessões. Ora eu, ora ele. Não é perfeito, mas vem dando certo. Casei para sempre e, independente do que é para ele - creio que também para sempre, rs -, vou me esforçar para que seja. Ainda que precise ser menos egoísta.
Voltando às novelas... Sabe de uma coisa? Assisto a algumas novelas, mas sou do tipo que se acontece algo que eu não gosto, paro de acompanhar, rsrs Infantil, mas verdadeiro. Dia 20 desse mês, assisti duas cenas, digamos, encantadoras. Na primeira, a jovem queria saber como era a história da cegonha e do cegonho, isso mesmo! E na segunda, com os mesmos personagens, mostrava o primeiro beijo do casal e como a mocinha ficava surpresa.
Pra variar, comecei a pensar, pensar... Viajei para aquele tempo em que muito não era dito e a inocência era grande. Não para variar fui mais longe e cheguei ao tempo em que não aconteciam várias coisas tão "normais" atualmente. O divórcio por exemplo, hoje é tão comum as pessoas se divorciarem. É uma pena como as coisas mudaram... ou não, visto que muitas pessoas dizem que "antigamente" os divórcios, separações, desquites não aconteciam pois as mulheres eram oprimidas e financeiramente dependentes. Não vou dizer que discordo mas não concordo plenamente, não é possível que todos os casamentos tenham sido arranjados ou forçados. Sei que muitas mulheres sofreram, mas se hoje elas têm liberdade, qual o motivo de muitos casamentos ainda seguirem os moldes "de antigamente" com abusos físicos e psicológicos? A mudança não deveria trazer melhorias?
Sei que é meio polêmico, mas penso que houve uma desvalorização muito grande do casamento. Não como instituição religiosa ou civil e sim como a união de duas pessoas que se amam com o objetivo de construir uma vida juntos. Não é apologia a aceitar tudo do cônjuge para manter o casamento. Porém há necessidade de casar com três meses de namoro ou morar junto assim que se conhece?
Talvez a banalização do sexo tenha facilitado, contudo, na minha humilde opinião, o sexo nunca foi tabu para homens. Eles sempre tiveram a liberdade de ter experiências à vontade. Já as mulheres "direitas" precisavam se guardar para o marido.
Sinceramente, pode parecer clichê algumas das coisas que disse. Vou dizer mais: não foi o meu caso, mas manter a virgindade até o casamento evitaria muitas das decepções que tive. Mais ainda: pode parecer que falar sobre a banalização do sexo seja indireta para mulheres, sabe aquilo de manter o jugo da opressão? Não é, parece que levar vários homens para a cama é sinal de independência, de viver intensamente. Para mim é diferente. Penso que as mulheres, e incluo a minha pessoa, se desvalorizam dessa forma. Mas não para os homens, para elas mesmas. Parece que cada relacionamento infrutífero, reduz gradativamente nossa auto estima. Em dado momento, nos pegamos imaginando o que deu errado, o porquê. O que poderíamos ter mudado em nós para que desse certo.
Posso bem lá no fundo ser uma romântica incurável. Das que acreditam que todo sapato velho tem uma meia furada. Mas sinto que todo ser humano precisa de alguém. Para dividir, somar, chorar. Ouvir. Falar. Para simplesmente estar. Não consigo acreditar que alguém se sinta plenamente feliz sem ter companhia alguma, apoio, consolo. É como se faltasse algo.
Aí a pergunta que não quer calar: por que os casamentos não duram?
Minha resposta: Egoísmo. Ninguém cede. Cada um olha para o seu umbigo e esquece do outro. Prioriza suas vontades em detrimento do cônjuge. " É ruim que vou deixar de tomar minha cervejinha!"; "Claro que manteremos nosso dia das mulheres!". É sério, não concordo que se abandone os amigos após o casamento. Mas as coisas mudam. Não podemos mais tomar decisões sem consultar o outro, melhor, não devemos! É falta de respeito. E isso vale para homem e mulher.
Maridos: nada de convidar o time de futebol para jantar e avisar em cima da hora!
Mulheres: nada de convidar a família toda para passar o fim de semana sem avisar!
São somente exemplos, mas pode ser sobre qualquer assunto, qualquer questão. Conversem. Ouçam. Invistam. Cedam.
Não sou expert em casamento e já tive relacionamentos fracassados. Eu era outra pessoa. Hoje estou há quatro anos com meu marido e casada há pouco mais de um. Não somos perfeitos, mas fazemos concessões. Ora eu, ora ele. Não é perfeito, mas vem dando certo. Casei para sempre e, independente do que é para ele - creio que também para sempre, rs -, vou me esforçar para que seja. Ainda que precise ser menos egoísta.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Hum... Quase três meses sem postar algo, desse jeito será difícil ser uma blogueira famosa. rsrsrs
Bem, hoje o meu pensamento principal é a respeito do primeiro dia de aula do meu filho na nova escola. Não sei se alguém vai se identificar, mas fico louca quando ele está em casa e desesperada quando não está. Meu filho é uma criança bonita, inteligente e esperta. Ele saca coisas que tentamos disfarçar e quando queremos que ele perceba... Zero. Nada. Ele simplesmente não consegue, rsrs É realmente incrível, mas é verdade.
Eu nem planejava falar dele hoje, mas no momento, é o que preenche minha mente.
Sabe, ser mãe ou pai é difícil, se analisarmos a fundo a responsabilidade por um outro ser, talvez até consideraremos desistir. Veja bem: você se tornará responsável por outra vida! Terá que educar, abdicar, gastar, amar... Costumo dizer para o meu marido: Uma mãe normal etc. E digo normal, pois um sem número de seres humanos procria por motivos completamente desconhecidos, melhor incompreensíveis, tais como: meu namorado sonha em ser pai, meu marido quer me deixar, pensão, "acidente"- isso mesmo, com aspas pois hoje em dia é difícil acreditar nisso. Pensando bem me parecem motivos egoístas...
Eu engravidei cedo, tinha 19 anos e me achava madura - como fui idiota!. Sempre quis ser mãe mas só percebi a verdade da maternidade quando meu filho nasceu. Em algum tempo, o pai desapareceu. É certo que ele nunca ajudou realmente, não de forma substancial. Eu havia terminado a escola e percebido que não seria tão fácil fazer faculdade, arrumei um emprego e no meio da minha gravidez a empresa faliu. Sério, faliu. Guardei um dinheirinho para me sustentar enquanto terminava a gravidez e quando meu pequeno príncipe tinha 2 meses consegui um emprego. Dentre várias colocações, trabalhei por quase 8 anos ininterruptos. Tentei fazer faculdade, parei. Casei. E criei/crio meu filho. Hoje estou em casa, digamos que... entre projetos.rsrs
O que percebi?
1 - Que o tempo está passando, no último ano optei por estar em casa com o meu filho-entre projetos-, levá-lo à escola, ir às reuniões, médicos, aturar o mal humor pela manhã.
2 - Ele cresce mais rápido do que consigo acompanhar.
3 - Sou candidata a síndrome do ninho vazio.
4 - Sou ciumenta e quero que ele sempre me ame mais do que qualquer outro ser humano. Mas pode amar a Deus sobre todas as coisas.
5 - Que ele não me deixa mais vê-lo nu, antes desfilava pelado pela sala.
6 - Que eu morro de medo. De tudo. Futuro, presente, dormir, acordar. Morro de medo de ele não ter assimilado o que eu tentei ensinar. De ele não ser o homem de caráter que o eduquei para ser. De não respeitar o outro pelo que é, independente de raça, cor, credo, gênero, opção sexual. De seu coração ser magoado. De que ele seja o responsável por magoar o coração de alguém.
7 - Que é melhor parar de falar dos medos pois a lista é infindável.
8 - Que é bom estar em casa e olhar para ele.
9 - Que meu marido é um bom homem e procura ajudar no que pode - meu filho pode ser difícil, às vezes.
10 - Meu bebê cresceu e às vezes é uma criança irreconhecível.
11 - Ele já tem vergonha de mim. rsrsrs
Tive que incluir o tópico 11. Hoje enquanto falávamos com o professor, ele simplesmente foi para fila e me deu tchau revirando o olho, querendo dizer "Vaza, mãe. 'Tá tudo bem. E nem tenta me beijar." Estou escrevendo e morrendo de rir pois é muito engraçado.
Como digo a meus amigos "Evito contato físico", mas meu filho não está nem aí, me agarra, beija e agora me quer longe. Como as coisas mudam.
Enfim, não fiz uma lista de prós e contras antes de engravidar. E como meu filho já deixou de ser bebê, as gracinhas, palavras erradas, brincadeiras acabaram. Hoje é trabalho duro, lidar com malcriações, respostas inteligentes nos momentos errados, trabalho de casa e planos para o futuro. É difícil, sabe? Mas reconfortante de uma forma inexplicável.
Percebo que alguns pais acham que filhos são sempre cheirinho de talco e leite. Mas não é. O grande lance é encontrar coisas boas quando tudo parecer um caos. Aquele sorriso quando fizer o corte de cabelo escolhido ou comprar a mochila da escola, aquela serenidade que eles mostram no sono, a alegria em ganhar um jogo. É isso!
Bem, hoje o meu pensamento principal é a respeito do primeiro dia de aula do meu filho na nova escola. Não sei se alguém vai se identificar, mas fico louca quando ele está em casa e desesperada quando não está. Meu filho é uma criança bonita, inteligente e esperta. Ele saca coisas que tentamos disfarçar e quando queremos que ele perceba... Zero. Nada. Ele simplesmente não consegue, rsrs É realmente incrível, mas é verdade.
Eu nem planejava falar dele hoje, mas no momento, é o que preenche minha mente.
Sabe, ser mãe ou pai é difícil, se analisarmos a fundo a responsabilidade por um outro ser, talvez até consideraremos desistir. Veja bem: você se tornará responsável por outra vida! Terá que educar, abdicar, gastar, amar... Costumo dizer para o meu marido: Uma mãe normal etc. E digo normal, pois um sem número de seres humanos procria por motivos completamente desconhecidos, melhor incompreensíveis, tais como: meu namorado sonha em ser pai, meu marido quer me deixar, pensão, "acidente"- isso mesmo, com aspas pois hoje em dia é difícil acreditar nisso. Pensando bem me parecem motivos egoístas...
Eu engravidei cedo, tinha 19 anos e me achava madura - como fui idiota!. Sempre quis ser mãe mas só percebi a verdade da maternidade quando meu filho nasceu. Em algum tempo, o pai desapareceu. É certo que ele nunca ajudou realmente, não de forma substancial. Eu havia terminado a escola e percebido que não seria tão fácil fazer faculdade, arrumei um emprego e no meio da minha gravidez a empresa faliu. Sério, faliu. Guardei um dinheirinho para me sustentar enquanto terminava a gravidez e quando meu pequeno príncipe tinha 2 meses consegui um emprego. Dentre várias colocações, trabalhei por quase 8 anos ininterruptos. Tentei fazer faculdade, parei. Casei. E criei/crio meu filho. Hoje estou em casa, digamos que... entre projetos.rsrs
O que percebi?
1 - Que o tempo está passando, no último ano optei por estar em casa com o meu filho-entre projetos-, levá-lo à escola, ir às reuniões, médicos, aturar o mal humor pela manhã.
2 - Ele cresce mais rápido do que consigo acompanhar.
3 - Sou candidata a síndrome do ninho vazio.
4 - Sou ciumenta e quero que ele sempre me ame mais do que qualquer outro ser humano. Mas pode amar a Deus sobre todas as coisas.
5 - Que ele não me deixa mais vê-lo nu, antes desfilava pelado pela sala.
6 - Que eu morro de medo. De tudo. Futuro, presente, dormir, acordar. Morro de medo de ele não ter assimilado o que eu tentei ensinar. De ele não ser o homem de caráter que o eduquei para ser. De não respeitar o outro pelo que é, independente de raça, cor, credo, gênero, opção sexual. De seu coração ser magoado. De que ele seja o responsável por magoar o coração de alguém.
7 - Que é melhor parar de falar dos medos pois a lista é infindável.
8 - Que é bom estar em casa e olhar para ele.
9 - Que meu marido é um bom homem e procura ajudar no que pode - meu filho pode ser difícil, às vezes.
10 - Meu bebê cresceu e às vezes é uma criança irreconhecível.
11 - Ele já tem vergonha de mim. rsrsrs
Tive que incluir o tópico 11. Hoje enquanto falávamos com o professor, ele simplesmente foi para fila e me deu tchau revirando o olho, querendo dizer "Vaza, mãe. 'Tá tudo bem. E nem tenta me beijar." Estou escrevendo e morrendo de rir pois é muito engraçado.
Como digo a meus amigos "Evito contato físico", mas meu filho não está nem aí, me agarra, beija e agora me quer longe. Como as coisas mudam.
Enfim, não fiz uma lista de prós e contras antes de engravidar. E como meu filho já deixou de ser bebê, as gracinhas, palavras erradas, brincadeiras acabaram. Hoje é trabalho duro, lidar com malcriações, respostas inteligentes nos momentos errados, trabalho de casa e planos para o futuro. É difícil, sabe? Mas reconfortante de uma forma inexplicável.
Percebo que alguns pais acham que filhos são sempre cheirinho de talco e leite. Mas não é. O grande lance é encontrar coisas boas quando tudo parecer um caos. Aquele sorriso quando fizer o corte de cabelo escolhido ou comprar a mochila da escola, aquela serenidade que eles mostram no sono, a alegria em ganhar um jogo. É isso!
sábado, 12 de dezembro de 2015
Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 2015.
Então, é natal.
Isso mesmo, ele está chegando. E junto, aqueles milhares de pensamentos que inundam a minha mente. Acho realmente que meu cérebro deveria ser estudado, mas também que nenhum tipo de computador conseguiria acompanhar meu raciocínio. É esquisito, não é?
Mas voltando ao Natal... adoro! Os preparativos, decorar a árvore, reclamar que não pude decorar como queria. Gosto dele e de tudo o que o envolve. Aquele cheiro de festa em casa, a faxina anual - com promessa de que tudo o que não era limpo, passará a ser sem falta durante todo o próximo ano, as promessas que não serão cumpridas a respeito da perda de peso, o presente das crianças.
Mas bate também uma melancolia... Como pode? Dois sentimentos tão distintos... A alegria do Natal e a melancolia.
Bem, sobre a segunda posso dizer que não é ruim todo o tempo, sabe? Mas é difícil decifrar. Bate aquela saudade da infância, dos natais que esperei ter e que não aconteceram, dos planos que não concretizei, sonhos que não alcancei, dos lugares em que imaginei estar com esta idade mas que nunca chegarão.
Ops, muito pesado. Quase uma lágrima. Esse misto de sentimentos é o que me preenche no natal. Mas sabe o que acontece quando bate meia-noite?
Não?
Uma sensação de paz indescritível. Parece que as coisas se reorganizam aqui dentro. Então crio coragem e refaço aquelas promessas: perda de peso - com exercícios físicos!, faxina e acrescento: diminuir o ritmo, pensar menos, entender que se, por acidente, falo a última palavra de algo que estava pensando, o meu ouvinte não tem o dever de entender...
E rumo ao ano novo!
Então, é natal.
Isso mesmo, ele está chegando. E junto, aqueles milhares de pensamentos que inundam a minha mente. Acho realmente que meu cérebro deveria ser estudado, mas também que nenhum tipo de computador conseguiria acompanhar meu raciocínio. É esquisito, não é?
Mas voltando ao Natal... adoro! Os preparativos, decorar a árvore, reclamar que não pude decorar como queria. Gosto dele e de tudo o que o envolve. Aquele cheiro de festa em casa, a faxina anual - com promessa de que tudo o que não era limpo, passará a ser sem falta durante todo o próximo ano, as promessas que não serão cumpridas a respeito da perda de peso, o presente das crianças.
Mas bate também uma melancolia... Como pode? Dois sentimentos tão distintos... A alegria do Natal e a melancolia.
Bem, sobre a segunda posso dizer que não é ruim todo o tempo, sabe? Mas é difícil decifrar. Bate aquela saudade da infância, dos natais que esperei ter e que não aconteceram, dos planos que não concretizei, sonhos que não alcancei, dos lugares em que imaginei estar com esta idade mas que nunca chegarão.
Ops, muito pesado. Quase uma lágrima. Esse misto de sentimentos é o que me preenche no natal. Mas sabe o que acontece quando bate meia-noite?
Não?
Uma sensação de paz indescritível. Parece que as coisas se reorganizam aqui dentro. Então crio coragem e refaço aquelas promessas: perda de peso - com exercícios físicos!, faxina e acrescento: diminuir o ritmo, pensar menos, entender que se, por acidente, falo a última palavra de algo que estava pensando, o meu ouvinte não tem o dever de entender...
E rumo ao ano novo!
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