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sábado, 12 de maio de 2018

Quase dois anos completos sem postar algo. Uau. Madrugada de dia das mães. Bebê gritando no colo do pai. E a mamãe tentando se encontrar. Tem sido difícil. Estou numa longa e tortuosa estrada em busca do autoconhecimento. Quando parece que alcancei algo, volto à estaca zero.
Sabe, às vezes sinto como se a justiça nunca fosse me alcançar. Somente uma sucessão de problemas e coisas dando errado. Estou num turbilhão. Uma dor de cabeça sem fim. Parei para amamentar. Bebê voltou a chorar.
Estamos continuamente nessa jornada. Nos cobramos, somos cobradas.
Tenho refletido muito sobre o peso de ser mulher nos dias atuais. Beleza, magreza, alimentação saudável, situação financeira estável, formação acadêmica, mãe consciente, esposa sexy e disposta, mulher equilibrada e controlada. Papéis, posturas. Há uma pressão tão grande que às vezes me sinto sufocada. Como se não soubesse nem mesmo quem eu sou.
Nesse momento bate uma saudade. De ter menos responsabilidade, menos compromisso, menos seriedade. De não precisar pensar no que vou fazer para o almoço ou se as crianças estão com suas necessidades supridas. De levantar ou dormir quando quiser. De rir, chorar. Beber, dançar. De caminhar, descansar. Ler, pensar. De decidir baseada em minha própria vontade. De ser. Mais e além. De mim e me conhecer, me reconhecer.