Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 2015.
Então, é natal.
Isso mesmo, ele está chegando. E junto, aqueles milhares de pensamentos que inundam a minha mente. Acho realmente que meu cérebro deveria ser estudado, mas também que nenhum tipo de computador conseguiria acompanhar meu raciocínio. É esquisito, não é?
Mas voltando ao Natal... adoro! Os preparativos, decorar a árvore, reclamar que não pude decorar como queria. Gosto dele e de tudo o que o envolve. Aquele cheiro de festa em casa, a faxina anual - com promessa de que tudo o que não era limpo, passará a ser sem falta durante todo o próximo ano, as promessas que não serão cumpridas a respeito da perda de peso, o presente das crianças.
Mas bate também uma melancolia... Como pode? Dois sentimentos tão distintos... A alegria do Natal e a melancolia.
Bem, sobre a segunda posso dizer que não é ruim todo o tempo, sabe? Mas é difícil decifrar. Bate aquela saudade da infância, dos natais que esperei ter e que não aconteceram, dos planos que não concretizei, sonhos que não alcancei, dos lugares em que imaginei estar com esta idade mas que nunca chegarão.
Ops, muito pesado. Quase uma lágrima. Esse misto de sentimentos é o que me preenche no natal. Mas sabe o que acontece quando bate meia-noite?
Não?
Uma sensação de paz indescritível. Parece que as coisas se reorganizam aqui dentro. Então crio coragem e refaço aquelas promessas: perda de peso - com exercícios físicos!, faxina e acrescento: diminuir o ritmo, pensar menos, entender que se, por acidente, falo a última palavra de algo que estava pensando, o meu ouvinte não tem o dever de entender...
E rumo ao ano novo!